DETETIVE DE QUALIDADE

Sejam intensivamente treinadas e desenvolvidas. Esse poder é simples, mais muitos necessários. Uma vez que tenha aprendido a ver as coisas e as pessoas como realmente são, você terá adquirido como acurada e infalível memória.Detetive Edson Frazão.
Sejam intensivamente treinadas e desenvolvidas. Esse poder é simples, mais muitos necessários. Uma vez que tenha aprendido a ver as coisas e as pessoas como realmente são, você terá adquirido como acurada e infalível memória.

DETETIVE DE QUALIDADE

É importante que as faculdades sensoriais do detetive (mormente sua capacidade de observação, indispensável quando de averiguação pessoal)

Sejam intensivamente treinadas e desenvolvidas. Esse poder é simples, mais muitos necessários.

Uma vez que tenha aprendido a ver as coisas e as pessoas como realmente são, você terá adquirido como acurada e infalível memória; Isso corolário da paciência e da perseverança, decorrendo, outro sim, dos seus conhecimentos gerais, pelos quais você saberá como relembrar o que já viu.

O aperfeiçoamento de um daqueles atributos de ensejo a desenvolver os outros. Pelo aprimoramento do poder de observação, você pode, insensivelmente, melhorar sua capacidade retentiva.

Das virtudes:

Quando se verificar o progresso dessa virtude que é a paciência, você estará também cultivando a persistência, qualidade imprescindível na carreira policial. Possuindo fatores positivos, você estará apto a sentir as coisas como realmente são em seus mínimos detalhes.

Para se construir um prédio, por exemplo, seja uma pequena casa ou um arranha-céu, é necessário preparar uma boa fundação. Os maiores cuidados são exigidos nesse embasamento, sem o qual não haverá firmeza e segurança, sujeitando-se a estrutura a ceder e desmoronar pela ação erosiva do tempo ou dos elementos da natureza. Portanto, os primeiros degraus que você terá que pisar irá formar a argamassa fundamental da profissão de detetive.

Fatos são que:

Cedo você descobrirá que, quanto mais interessantes se apresentam os ligares e as pessoas, tanto melhor você poderá relembrar o que viu. Nossos antepassados, os primitivos habitantes das cavernas, que viveram há muitos milhões de anos, eram dotados de qualidades excepcionais que hoje ou nos faltam de todo, ou as possuímos em grau muito deficiente.

Entre essas figuras a memória, principalmente a visual.

Com o decorrer dos tempos, o que o homem civilizado ganhou, digamos, em inteligência, perdeu em sua capacidade para fixar lembranças.

Isso para não falarmos, por exemplo, em certa considerável força magnética, a qual, concentrada sob a forma de uma telepatia utilitária, lhe tornava possível comunicar-se a distância com seus semelhantes, numa época em que ainda não possuía uma linguagem organizada, que servisse a cabal objetivação do pensamento.

Outra faculdade bastante apurada em nossos ancestrais era a vida.

Hoje, em sua grande maioria, as pessoas não vêem as coisas se não superficialmente, não que seus órgãos visuais estejam afetados, mas apenas porque eles não olham para as minúcias com a devida atenção.

Esta pode ser a definida como uma intensa elaboração da retentiva, coadjuvada pela simultânea preocupação com todas as pessoas e coisas presentes no momento, em geral, temos consciência do mundo que nos cerca;

Mas raramente nos damos ao trabalho de examinar os detalhes com a necessária atenção, elementos este que plasma em nós uma memória duradoura, sem qualquer esforço de nossa parte.

Agora, permita-nos propor um pequeno teste, para ver com que grau da acuidade uma pessoa pode observar as coisas.

Vejamos, por exemplo, se você, sem retirar os olhos deste papel, ou recorrer a qualquer outro expediente pouco licito.

Você é capaz de responder rapidamente, às cinco perguntas seguintes:

Qual figura que aparece numa cédula de R$ 50,00?

Você pode fazer uma descrição completa (anverso, reverso, bordos) de uma moeda de R$ 1,00?

O algarismo três do seu relógio é romano ou arábico?

De que cor são os olhos do seu chefe?

Quantos botões têm sua camisa?

Na verdade, costumamos reter bem pouco daquilo que observamos, a menos que nos exercitamos em perscrutar minúcias. Um bom detetive necessita ver hábil e ver de um relance todos os pormenores. Você precisa esquadrinhar- embora com discrição – tudo o que olhar.

Deve imprimir os mínimos detalhes em sua retentiva:

Pela associação simultânea dos objetos próximos, uma vez adquirido, ficará com você para o resto da vida.

Quanto mais você praticar isso, tanto mais apurado terá seu poder de análise.

Tanto melhor será sua capacidade de fixação.

 

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